MEU FILHO ME BLOQUEOU NO ORKUT DELE …. E AGORA? parte 2

Texto principal.

Artigo publicado na revista do Colégio Marista Curitiba 11/2010

Quando percebi que meu filho de 15 anos tinha me bloqueado das redes sociais dele, Orkut, Twitter e Msn, etc. fiquei chocado. Logo eu?!! Professor de redes sociais, profissional de internet e que me considerava um pai legal, participativo e amigo? Ao choque inicial se seguiram sentimentos de indignação, tristeza e dúvida. Como ele pode fazer isso? Como reagir? O que fazer? Puxa, comigo? Bom, o desafio de lidar com algo que eu teorizava e mostrava minha eloqüência e “sabedoria” nos treinamentos, aulas e consultorias tinha batido à minha porta. Me senti paralisado e com muitas dúvidas sobre o que fazer. Também dei risada sobre a situação, pensei para mim mesmo: “sobrou para você, quero ver como se sai dessa, falar para os outros é muito fácil”.

O primeiro passo foi entender o que o levou a tomar essa atitude. O que pude constatar é o que sempre venho falando ao longo do tempo, o mundo virtual é igual ao mundo real com a agravante de ser muito mias fácil de circular e com mais apelos por estar tudo ao alcance do toque dos dedos e sem sair do quarto. Eu não fico andando grudado com ele 24 horas por dia, nem estou junto com a turma dele, portanto é natural que ele buscasse sua própria identidade e privacidade nos seus grupos sociais. Também percebi que ficava vigiando demais o que ele fazia e se estava na internet ou estudando. Depois foi conversar com ele sobre o assunto e chegar a um acordo sobre a questão de responsabilidade, participação, cuidados, perigos e controles. Mas concordo que não é nada fácil. Agora, com a prática percebi que é importante que os pais e filhos percebam que nós pais somos responsáveis legais, sociais, morais e espirituais sobre a educação e os atos dos filhos menores de idade. Isso implica na supervisão da conduta deles na internet, incluindo aí a posse das senhas de acesso deles até uma certa idade. Da mesma forma que no mundo real precisamos estar atentos e educá-los a saberem se conduzir por si mesmos com responsabilidade nos desafios que o mundo de hoje lhes coloca, essa mesma atitude deve ser aplicada ao mundo virtual. Não adianta nem proibir, nem vigiar demais. Liberdade com responsabilidade. Eles têm que por si mesmos adquirir a responsabilidade e a capacidade de decidir da melhor forma, só que isso se adquire com bases educacionais e valores sólidos e a vivência nas situações desafiadoras. Da mesma forma que no mundo real devemos acompanhar as amizades e atividades deles no mundo virtual também. Isso pode implicar em você aprender e começar a participar das redes sócias, se não sabe ainda, peça aulas a seus filhos, pode ser uma oportunidade de criar um vínculo forte de companheirismo e confiança, mas o objetivo principal tem que ser o diálogo, o aprendizado e a amizade , não o controle e a vigilância. Não vai ser fácil eu sei mas tenha certeza que o resultado vai ser bom e você pode ser divertir muito nessas atividades conjuntas, tenha em mente que o mais importante é a educação dos seus filhos e isso não tem preço. Eu sei que não é fácil, tenho 3 filhos, mas vamos pelo menos nos esforçar em acertar e errar o menos possível, porque infelizmente mais desafios nos aguardam. Mas a notícia boa é que nada é mais importante que o amor, a participação, a dedicação e o companheirismo para enfrentar tudo isso.

Veja as dicas e recomendações no posta anteriro abaixo.

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MEU FILHO ME BLOQUEOU NO ORKUT DELE …. E AGORA? parte 1

RECOMENDAÇÕES

  1. Seja proativo, e tome a iniciativa de se aproximar deles e transpor a distância.
  2. Seja interessado nas atividades deles e peça a ajuda deles para aprender a usar as ferramentas de informática.
  3. Cative e compartilhe, você como responsável da educação deles é que deve cativar seu filho para o diálogo e a participação em atividades conjuntas tanto no mundo digital como no real.
  4. Dialogue, promova sempre o diálogo e a conversa franca sobre sua opinião acerca dos perigos da internet, limites impostos e horários estabelecidos.
  5. Diversifique as atividades, desertando neles outro tipo de interesses, como artes, música, passeios, esportes, igreja, associações, voluntariado, etc. que possam dar uma base forte de valores morais e éticos e diversifique os interesses.
  6. Crie limites e regras e mantenha-as.
  7. Cuide da segurança. Tenha sempre um bom antivírus atualizado. Programe o navegador a bloquear sites nocivos. Verifique o que eles estão fazendo na internet.
  8. Faça regularmente uma pesquisa no computador e nas redes sociais verificando quais sites eles estão navegando, quais comunidades eles estão participando e que amigos eles têm na internet.

9.   Estude e pesquise sobre o que pode influenciar ou afetar seus filhos na internet e esteja atualizado às novidades. Veja o que os sites recomendados 

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ESCOLHEU O SAPATO CERTO?

Me desculpem queridos sapatos!

Na quarta feira passada começaram minhas aulas, de novo 3 horas e meia de pé todas as noites! Foi por isso que me lembrei dos meus velhos sapatos de dar aula que aposentei ano passado. No final do semestre eu vi que eles começaram a descolar do lado e os aposentei reclamando que não valiam nada e que eram uns fracotes. Bom, peço publicamente desculpa, me redimo. Vocês foram sensacionais e tiveram muito valor e importância para o meu desempenho.  Bem hajam. Na terceira noite dando aula com uns sapatos novos é que você percebe como um bom e confortável par de sapatos é importante para o seu desempenho. Você, quando deveria estar livre para se concentrar e movimentar, está com sua mente perturbada pelo pensamento de quando aquele sofrimento vai acabar, como você desejaria tirar aquele maldito sapato e por seus pés para cima. Você começa até a pensar que está com joanete e que precisa ir ao ortopedista. Só quem já passou por isso sabe o que é você se arrastar pela sala, inventar motivos para se sentar. Sua voz fica até mais baixa e lenta. Trêmula até. Eu já sabia da importância desse pequeno detalhe, mas com o tempo você relaxa com as coisas mais simples, são tão simples, básicas insignificantes até, que você as desconsidera. Não aparecem então mais facilmente esquecidas.

Da mesma forma que um sapato confortável, macio, com uma boa sola de borracha que passe completamente desapercebido e esquecido na sua função, assim também deveria de ser  com os pequenos detalhes da vida em geral e da profissional em particular. Precisamos saber e cuidar dos básicos mais simples da nossa carreira profissional ou do desempenho da nossa empresa. Parece até um lugar comum e pleonasmo, sem uma base solida e consistente, não se constrói nada. Isto está muito claro para todos nós, mas porque às vezes as coisas mais básicas não estão diretamente na linha de frente do cliente nem na essência do nosso desempenho, ficam relegadas para depois ou mesmo alguns nem investem nelas.

Normalmente se releva a função e importância da elaboração de um plano de negócio consistente, desde a idéia inicial até ao início do negócio. E após essa fase a continuidade do exercício do planejamento.

No caso de um e-commerce, será que o básico necessário de hardware, software, sistemas, infra estrutura  e logística está sendo considerado com a importância necessária? Você não está só de preocupando com o front end e deixando de lado a gestão da demanda e de distribuição, por exemplo?

Existe um plano de contingência em 3 níveis tanto para o seu negócio, como para a área tecnológica em particular? Se ainda existem dúvidas em relação à importância desta base, é bom dar uma olhada os casos acontecidos quando as torres do World Trade Center forma destruídas no 11/09.

Um bom plano de marketing digital é fundamental antes de qualquer ação nas mídias sociais. Sem objetivos claros e uma boa base de infra estrutura física e humana para dar continuidade às ações, o melhor é até nem entrar.

Tal como um bom par de sapatos para a função de professor, assim toda a função básica da gestão tem que passar despercebida, não ser lembrada. Para que tudo fique livre para o foco de atenção principal, o mercado e o cliente.

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O GATO DA MINHA IRMàFALA!

Aqui esta o famoso e popular Cookie

Uma conversa sobre gatos, mídias socias e gestão.

Pelo menos foi isso o que a minha irmã e a minha mãe tentaram me provar durante quase uma hora, que o gato dela conseguia responder às perguntas que elas faziam e logo falava. Sim, não duvide, elas ficaram tentando que eu aceitasse que Cookie, esse é o nome do siamês em questão, ao fazer miau uma hora queria dizer sim e outra hora queria dizer não. Eu fiquei prestando atenção e tentando decifrar a diferença entre os miaus, mas para mim eram iguais, não me pareceram nem um sim nem um não. Eu não gosto muito de gatos e muito menos deste em particular, mas confesso que estava com boa vontade e no começo quase me pareceu identificar um não num miau mais prolongado. Fiquei entusiasmado e já me imaginando com o Cookie no colo e ele respondendo às perguntas do Jô. Sim, se é para sonhar tem que sonhar alto, nada de Faustão, Gugu ou outros menos intelectualizados. Mas foi rápido para o sonho ficar apenas em sonho. Não acreditei que o Cookie falasse, infelizmente. Minhas mãe e irmã continuam com a mesma certeza inabalável do início e cada vez que vou visitá-las me trazem mais algumas provas tentando me convencer desse fato. Bom, vou ser sincero, concordo que ele tem um grau de entendimento do que elas fazem, mas até falar vai uma certa distância. Tudo isto foi motivo para que eu passasse a utilizar o fato como um fato engraçado em minhas aulas e palestras. Claro que ao vivo eu podia dramatizar mais, imitar os diferentes miaus e tornar a situação mais engraçada. A turma adorava dava muita risada, relaxava e eu também me divertia muito. Bom, eu achando que estava fazendo muito sucesso, sempre achava um meio de contar esta história, a cada oportunidade me esmerava mais nas imitações do Cookie e acrescentava mais alguns detalhes para render mais descontração. A piada estava dando até certo até o dia em que depois das risadas e eu muito orgulhoso do meu show, se levanta do meio do auditório uma senhora de dedo em riste para mim. “Eu se fosse o senhor teria mais respeito pela sua irmã e pela sua mãe!!” Se fez um silêncio como é natural e eu fiquei muito constrangido e sério pensando o que falar. Expliquei para ela que eu tinha autorização delas para contar a história e que elas sabiam que eu brincava com a situação. Ela deixou-me terminar e arrematou ainda mais nervosa, “Pois fique sabendo, eu tenho um gato e o meu também fala!”. Não preciso nem falar que tive que me segurar e puxar as habilidades que tinha e as que não tinha, para continuar a palestra e manter a turma sob controle. E o que esta situação tem a ver com redes e mídias sociais e a gestão em geral? Depois de refletir sobre o assunto, acho que muito. Se você pretende estar nas mídias sociais da internet para fazer negócios, precisa saber que lá você está falando com o seu público para cada um de uma forma individual e vice versa cada um terá a oportunidade de falar diretamente com você só que com todos os outros podendo escutar. Você deve estar preparado para encontrar clientes que tenham gatos, cachorros ou outros animais que também falam e esperam que você saiba entender o que isto significa. A palavra de ordem num ambiente anárquico como a internet é diversidade e caso você queira fazer negócios por lá, tem que estar muito bem adaptado a entender e utilizar essa diversidade. Na internet as diferenças se tornam mais visíveis, as pessoas assumem de forma mais fácil suas particularidades atrás de um teclado do que num ambiente real com outros olhando. Cuide com o que você se diverte e brinca ou fala numa mídia social da internet. Com certeza vai ter alguém que discorda ou não vai achar graça. Então se prepare que a repercussão, reverberação e a má interpretação podem ser muito grandes e provocar incômodos. Na internet as coisas se propagam muito fácil e rápido e você vai ter muito mais senhoras que têm gatos que falam e vão achar que você está faltando ao respeito com a sua irmã e sua mãe e resolvam que você não merece ser feliz. Seja em que ramo de atuação você esteja, e nas mídias sociais estas situações potencializam mais ainda, seu cliente deixou de ser um gatinho siamês dócil e calado. O cliente agora aprendeu a falar, a dizer não, a elogiar, a pesquisar e principalmente a reclamar quando não está satisfeito. Portanto, é importante aprender a utilizar a Web e todas as suas ferramentas e veja o que se anda falando do seu negócio por lá. A gestão e a liderança modernas exigem que você saiba escutar muito bem o que seu cliente (interno ou externo) está falando. Assim como quem ama o seu gato sabe diferenciar perfeitamente se aquele miau é um sim, um não ou mesmo um pedido de atenção é necessário entender a linguagem não explícita do cliente. Não basta apenas se colocar no lugar do cliente, tem que sentir e ser como o cliente, seja ele o que vai comprar seu produto ou serviço ou aquele que se dispõe a ser seu colaborador, que “comprou” sua empresa. A propósito, se você que tem algum animal de estimação que consegue entender o que você fala para ele e interage com você, fique tranqüilo mudei meus conceitos e aprendi. Hoje já consigo me fazer entender e entender o que o Cookie quer dizer.

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A propósito das pesquisas de intenção de voto.

Hoje discutimos muito, entre perplexos e confusos, as divergências entre os resultados muito divergentes entre os vários institutos de epsquisa. Minha modestíssima opinião.Quanda a estatística usa o instrumento da pesquisa de amostras para tentar mapear um universo em estudo, na impossibilidade de analisar todo ele, está tentando simular nessa amostra toda a característica do universo em estudo. Mas para isso, se me lembro bem das aulas da FAE, a amostra precisa ser de tal forma que, como o próprio nome diz, seja uma pequena representação do universo total. Para o cálculo do tamanho existem as fórmulas de desvio apdrão, etc. etc. O que deveria se discutir, na minha opinião, e a legislação tenta fazer, é o tamanho da amostra e de que forma essa amostra é significativa e representa o universo e a diversidade imensa dos seu 145.000.000 de eleitores. Eu acho que por isso que as pesquisas erram, difícil escolha das amostragens. O que nos leva a questionar a manipulação do voto dos eleitores indecisos e alienados através de resultados de pesquisas com amostras não totalmente representativas. Em número é fácil calcular os desvios, margens de erro e tamanhos amostras, basta usar as fórmulas certas. Desculpem o academicismo, mas não vejo quem de direito explicar de forma clara a utilização da ciência estatística neste caso das pesquisas.

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DE GRÃO EM GRÃO …

Será que estamos assistindo ao início de uma mudança radical do eixo de influência política no nosso país? Tenho minhas dúvidas. No vácuo da histórica e milionária arrecadação de doações individuais para a sua campanha, conseguida pelo Presidente Obama através da Internet, começaram as doações individuais para as campanhas  de nossos candidatos a presidente, nos respectivos sites oficiais. Vamos analisar com um pouco mais detalhe o caso Obama. Contrariamente à nossa tradição, já existia o costume do engajamento e contribuições individuais dos americanos às campanhas políticas. Inclusive na eleição anterior pela internet. Havia uma mobilização nacional em torno de mudanças na condução da política americana em função da guerra no Iraque, da crise econômica e principalmente da questão da saúde. A auto estima americana estava em baixa, fato muito bem explorado com o slogan “Yes we can” ‘Sim nós podemos” pelo candidato vencedor.  Houve também uma exploração muito bem feita desse mote de participação de todos nas mudanças através de elementos virais na internet, onde se criava a visão compartilhada de um futuro diferente e das mudanças desejadas com a contribuição de todos. Além disso figuras importantes da TV, esporte, política e entretimento formadoras de opinião e alguns cidadãos comuns se engajaram nessa cruzada criando o pavio certo que incendiou o ambiente propício existente. E no nosso caso como estamos? Dos 4 principais candidatos apenas um, José Serra, não abriu seu site às contribuições individuais apesar de ser o candidato com mais assessores para as redes sociais, quarenta. Isso poderá ser interpretado como um erro estratégico. Será que o candidato tem tantas contribuições ou está tão distanciado da população em geral que não precisa desse apoio? A candidata Marina da Silva com 12 assessores para as redes sociais poderá ter nas mãos um motivo de mudanças, a defesa do meio ambiente e da sustentabilidade, mas ainda não vemos essa preocupação propagar como vírus nas redes sócias. O engajamento nas causa ecológicas ainda está longe do que deveria ser. Contudo, as doações estão em bom ritmo e a candidata pretende arrecadar 15 milhões de reais nestes próximos 40 dias. Quem tem mais motivos para uma maior arrecadação é a candidata  Dilma Roussef. O PT é o partido com mais tradição de engajamento de seus partidários, é a maior coligação em disputa, tem um forte apelo de participação e identificação popular e é o partido do presidente atual. Será que estes fatores podem provocar a mobilização de seus seguidores a contribuírem? Não vejo esses fatores ainda como elementos de motivação viral nas redes sociais. Como a campanha eleitoral no rádio e Tv está só começando este panorama ainda pode ser mudado bastante sob o ponto de vista do uso dos elementos essenciais das redes sociais, o que até agora ainda não vimos.  Vamos torcer para que isto aconteça e se mude o eixo da força de influência nas doações das campanhas, que saia das grandes empresas e passe para as mãos da população em geral, o que será uma solidificação da democracia e um fato sociológico e político revolucionário.

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AVES COM A MESMA PLUMAGEM VOAM EM BANDO

Lembrei  desta metáfora quando tentei apresentar as redes sociais e a internet a um candidato a deputado estadual e recebi a seguinte resposta: “Não quero usar a internet porque vou ficar exposto”.  Tanto quanto você deve ter se surpreendido, assim também eu fiquei. O que é ser homem público senão estar exposto? No fundo este candidato estava absolutamente certo. A internet e o ambiente das redes sociais são por sua natureza, totalmente democráticas e não têm algo ou alguém que as controle. As pessoas se reúnem e se aglutinam em torno de grupos ou comunidades com identificação própria e nesse contexto são praticamente anárquicas com a organização própria de cada plataforma ou programa em que se inserem Orkut, Facebook, Youtube ou Twitter, para ficar apenas nos mais famosos. Cada um acha a sua turma tal como a metáfora acima, cada um acha o bando da mesma plumagem com que se identifica. Talvez seja isso que os nossos políticos ainda não entenderam bem, o poder de influência e de decisão está fugindo rapidamente do controle de uns poucos, sejam eles os cabos eleitorais ou meios de comunicação de massa. O poder de influência está quase totalmente nas mãos dos próprios consumidores e cada um pode ser tanto ouvinte como colaborador da comunidade virtual à qual pertence. No mundo das redes todos os nós da rede interagem com todos em igualdade de circunstâncias. Ora, isso vai totalmente contra a forma como vem sido conduzida e entendida a nossa política. E aí o nosso amigo candidato a deputado, citado acima está coberto de razão. Concordo que participando com seu perfil nas redes sociais da internet, esteja completamente exposto a ser criticado, filmado, citado e confrontado a qualquer momento e com uma abrangência do tamanho das redes que o cidadão inconformado pertença. E “agora José”? Como lidar com esta situação fora de controle? Simples, tão simples, quanto o nosso internauta padrão acha e participa nas redes ou tão difícil quanto seja mudar um padrão de comportamento de anos e se adaptar a um mundo onde o controle praticamente não existe e a influência passa a ser a da transparência, do diálogo, de estar aberto a ouvir e responder as críticas, enfim à interação completa. Isso mesmo, trabalhar a política nas redes sócias exige primeiro que tudo saber que nesse ambiente as palavras chaves são a transparência, o diálogo, a interação, o debate, a contribuição, a colaboração, a união em torno de identidades comuns, propósitos superiores que venham satisfazer e motivar as comunidades a participar e se engajar. Criar uma plumagem identificável. Essa é a mola que impulsiona o crescimento das redes, qualquer um pode contribuir na construção de algo maior, ser uma estrela solitária e participar de um grupo vitorioso, é isso que está dentro de cada ser humano. Como fazer? Primeiro que tudo com bastante planejamento, depois com ações específicas em cada rede e sempre com vontade sincera de também aprender.

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